Fundamentação Fisiológica (parte 1)

 

A História

Durante anos entendia-se a preparação física numa base de quantidade e depois qualidade. Conseguimos perceber isso através da análise da pirâmide da preparação física.

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Através da análise da pirâmide, conseguimos perceber que os esforços repetidos estão na base da preparação física. O mesmo quer dizer que a quantidade está na base do trabalho físico. O que faz que, quando um indivíduo chega ao topo da pirâmide e quiser trabalhar do ponto de vista da qualidade, iriá fazê-lo sobre um organismo fatigado.
A Nova Proposta

Para Zatsiorsky é fundamental trabalhar tendo como base a qualidade, pelo que o autor propõe a inversão da pirâmide.

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Força como Qualidade Física Fundamental

Ao longo dos tempos foram desenvolvidas uma série de classificações para as qualidades físicas. O principal problema que encontramos nessas classificações é o facto de todas analisarem as diferentes qualidades (Velocidade, Força, Resistência, Flexibilidade, Coordenação…) individualmente não deixando espaço para a sua interligação. Acreditamos que a limitação destas classificações está no isolamento de cada uma das qualidades. Como base para o nosso trabalho, temos uma representação mais funcional das qualidades físicas. Partimos de uma afirmação muito comum nos dias de hoje nas ciências humanas e biológicas – o indivíduo tem uma estrutura e esta é mobilizada por energia.

energia

O que é a estrutura? São os ossos, articulações e músculos. Nesta estrutura só nos músculos é que o treino pode actuar directamente, pelo que o músculo é o elemento central da estrutura. Por conseguinte, o músculo quando funciona produz força, pelo que podemos afirmar que a Força é a unidade central pela qual podemos chegar ás outras qualidades físicas

ScreenShot1
O eixo do tempo é que determina a relação entre o músculo e energia (estrutura-energia). Ou seja, a fonte de energia depende da duração do esforço. No que concerne à amplitude, esta tem influência na estrutura pois a força produzida pelo músculo dependo do seu estiramento. Em termos do nível de análise, o que estamos a falar é na realidade, da coordenação. Quando se analisa o músculo pode fazer-se a nível intramuscular ou intermuscular, a forma como se relacionam as componentes intramusculares ou a forma como os músculos se relacionam, componente intermuscular. A Coordenação é, como consequência, o centro do funcionamento muscular. Não é possível distanciar a Coordenação da Força pois a Coordenação não é mais senão o funcionamento da estrutura (funcionamento do músculo).
A seguinte figura ilustra o que falamos até aqui.

ScreenShot

Depois do que foi explicado até aqui, parece-nos acessível perceber o porquê do destaque da Força como Qualidade Física Fundamental.

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