O mito do Aquecimento

Um dos mitos do Treino Desportivo prende-se com o aquecimento ou fase de aquecimento. Qual o melhor aquecimento para o Basquetebol? Qual o melhor aquecimento para modalidades que solicitem prioritariamente qualidades físicas como força, velocidade, explosividade, independentemente de ser Basquetebol, Futebol, Ténis ou Velocidade?

Tendo em conta apenas os aspetos fisiológicos, o aquecimento tem como objetivo aumentar a temperatura muscular e central. As vantagens de aumentarmos estas temperaturas vão para além da prevenção de lesões, estão ligadas à capacidade de sermos mais rápidos e explosivos. Mas será que o aquecimento que vemos a maior parte das vezes nas competições em Portugal potenciam ou limitam esta explosividade?

Fazemos agora uma análise ao tipo de aquecimento que mais vemos os nossos atletas e equipas portuguesas a fazer: corrida lenta/moderada, alongamentos e aquecimento articular seguido de algum trabalho de frequência e sprints e terminando num aquecimento mais específico à modalidade.

Será este o aquecimento ideal para as modalidades explosivas?

As limitações

Estudos realizados por diferentes autores (Masterovoi, Wiemann et Knee, entre outros) demostram inequivocamente que não. Na verdade este tipo de exercícios podem até ser limitativos.Segundo Masterovoi, o efeito sobre a temperatura dos músculos traduz-se numa diferença de 2,8º favorável a uma nova proposta de aquecimento ( “Aquecimento Russo”) em relação ao método tradicional.

Relativamente aos alongamentos, estes provocam vasoconstrição que por sua vez limita a passagem de sangue pelos músculos o que limitará o aumento da temperatura muscular. O mesmo acontece nos exercícios isométricos. A corrida lenta a moderada não tem praticamente efeito sobre o aumento da temperatura muscular, pelo que este tipo de exercício também não prepara o músculo para a atividade muscular das modalidades explosivas. Curiosamente, os exercícios rápidos e de alta frequência também são ineficazes no aumento da temperatura muscular visto serem demasiado curtos e balísticos para o efeito.

A alternativa

Em futuros posts vamos colocar aqui vídeos de diferentes possibilidades de aquecimento, hoje ficam no entanto as linhas gerais.

Vamos dividir o aquecimento em duas fases, a primeira com o objetivo de aumentar a temperatura muscular e a segunda com o objetivo de aumentar a temperatura central.

A primeira fase, uma fase mais analítica, deve ser dividida em três etapas: a primeira com exercícios analíticos concêntricos, a segunda com exercícios também analíticos mas a solicitar movimentos importantes da modalidade de forma excêntrica. Aterceira deve ser dedicada a exercícios de mobilidade articular dinâmicos, aumentando a amplitude dos mesmos de forma progressiva.

Na segunda fase, agora mais global, usamos duas etapas. Na primeira, exercícios específicos da modalidade, que vemos normalmente no aquecimento atual. A segunda, uma fase de potenciação, é uma fase facultativa isto porque, de forma ideal, devem ser usados exercícios de musculação com cargas máximais (por exemplo 3 agachamentos a 90% 1RM realizados com barra), mas que a esmagadora maioria das equipas ou atletas não tem esta possibilidade. Uma sequência de 3 sprints pode oferecer um resultado equivalente numa solução mais exequível.

Brevemente iremos colocar vídeos exemplificativos.

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