O Mito do Treino da Força em Jovens Atletas

Já que estamos em “maré” de sinalizar e desconstruir alguns mitos instalados na comunidade que se dedica ao treino, vamos hoje abordar aquele que por ventura mais enraizado está aquém e além fronteiras, a negação do treino da força com jovens utilizando metodologias que se apoiam no uso de material de musculação, vulgo treino da força com cargas exteriores ao peso do próprio corpo. Quem já não ouviu dizer que o treino da força com cargas em jovens provoca deformações físicas para toda a vida, que impede o crescimento normal dos adolescentes, que torna os atletas lentos, etc. etc….?
Para começar vejamos um exemplo muito simples que todos poderão compreender. Imagine o leitor, que num qualquer recinto dedicado ao exercício físico observava esta cena:
Um jovem de dez /onze anos tentava com todo o afinco possível cumprir as indicações do seu treinador que constavam em “obrigar” o seu jovem pupilo a realizar a “clássica” ´série de dez repetições de flexões de braços. Ao lado, outro treinador colocava o seu pupilo (da mesma idade do primeiro) a realizar uma série também de dez repetições, do também não menos “clássico “ supino, com uma barra “limpa “ de dez/quinze quilos.
Perguntas: qual dos dois treinadores está a provocar mais “dano” aos jovens atletas? Qual dos dois garotos está a ser sujeito a uma metodologia casuística e que por ausência de qualquer critério de caracterização da carga estabelecida pode rapidamente atingir a exaustão, não sendo capaz em quase 100% dos casos cumprir na totalidade as “famosas” dez repetições?

Não é preciso ser um génio para se verificar que o exercício feito com o peso do próprio corpo é muito mais exigente em todos os aspectos do que aquele que é realizado com a barra de musculação. Contudo, as maiores críticas seriam feitas ao treinador que estava a utilizar correctamente uma distribuição criteriosa da carga, promovendo de uma forma científica o desenvolvimento dos níveis da força do seu jovem atleta.
É ESTA MENTALIDADE QUE PRETENDEMOS AJUDAR A MUDAR, TENTANDO ACABAR COM IDEIAS QUE ESTÃO HÁ DEMASIADO TEMPO ENRAIZADAS NA COMUNIDADE E QUE TANTO DANO TEM PROVOCADO AOS ATLETAS PORTUGUESES DE COMPETIÇÃO (DÉFICES DE FORÇA ACENTUADOS QUANDO COMPARADOS COM ATLETAS ESTRANGEIROS), QUE DEPOIS TENTAMOS COLMATAR, EM IDADES QUE JÁ NÃO PERMITEM ATINGIR O POTENCIAL DE FORÇA QUE OS DESPORTISTAS ALCANÇARIAM SE NÃO TIVESSEM QUEIMADO AS ETAPAS ÓTIMAS DO DESENVOLVIMENTO DESTA QUALIDADE, MESMO QUANDO SUJEITOS A BONS PROGRAMAS DE TREINO. ASSIM, E COMO TODO O PROCESSO DE TREINO MODERNO DEVE ESTAR CENTRADO NO DESENVOLVIMENTO DESTA QUALIDADE, QUESTÕES COMO A ECONOMIA DA PASSADA, A VELOCIDADE EM TODAS AS SUAS MANIFESTAÇÕES MECÂNICAS E FISIOLÓGICAS, A IMPULSÃO VERTICAL E HORIZONTAL , VÊEM-SE AFETADAS DE FORMA SIGNIFICATIVA E COM CARÁTER PERMANENTE. ALGUÉM DUVIDA QUE SE CRISTIANO RONALDO NÃO TEM ABANDONADO PORTUGAL AOS 18 ANOS, SE TINHA TORNADO NO FANTÁSTICO ATLETA QUE É, INDEPENDENTEMENTE DO “TALENTO” FUTEBOLÍSTICO E DA GENÉTICA QUE APRESENTA? PARA QUEM TEM DÚVIDAS ACONSELHAMOS A LEITURA DO LIVRO” CR 7, OS SEGREDOS DA MÁQUINA”. Muito esclarecedor!

Para ilustrar este “post” apresentamos o treino da força das meninas do liceu de Beaver, U.S.A., com idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos. Esclarecedor e simultaneamente arrasador!

IMG_0749-2 beaver2

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s