A carga fisiológica dos treinos técnico-tácticos

Nos últimos 2 meses a nossa equipa tem assistido a vários treinos de várias modalidades diferentes, especificamente, andebol, futebol e basquetebol. Prometemos que este artigo será curto mas parece-nos, após esta experiência dos últimos 2 meses, fundamental falarmos sobre este tema. Este artigo serve apenas para promover uma reflexão sobre o tema da carga fisiológica dos treinos técnico táticos.
Quando começamos o blog preparacaofisicaxxi.com tínhamos como objetivo falar sobre os aspetos da preparação das capacidades condicionais em Desportos Individuais e Coletivos. Pode por isso parecer estranho este tema para o artigo que partilhamos hoje, mas será? Nos posts anteriores do blog foram inevitavelmente abordados os  conceitos de Qualidade vs Quantidade e de como estes interagem no processo de treino mas sempre na perspetiva da carga fisiológica dos aspetos condicionais do treino. Mas não terão também os exercícios técnico táticos, ou com um cariz mais técnico táctico, uma carga fisiológica? E o impacto imediato de uma carga não produz fadiga? E se isto for verdade, não estarão os conceitos Qualidade vs Quantidade também refletidos neste tipo de exercícios? Para nós é por djemse mais evidente que sim.
A aplicação de uma determinada carga fisiológica produz um determinado tipo de fadiga. No plano técnico táctico, esta fadiga é de caracter mais central (sistema nervoso central). Ainda continuamos a ser capazes de correr ou saltar, ainda que não com a mesma disponibilidade, mas surge agora também um “cansaço” técnico e táctico, visível em erros de leitura táctica, más decisões, erros nos passes, etc, que a maior parte das vezes passam despercebidos. Queremos alertar para o facto de muitas vezes estes erros serem resultantes de um mau planeamento das cargas de treino técnico táctico na sessão de treino, ou mesmo na semana de treino.
Parece por isso claro que planear um treino de caráter iminentemente técnico e táctico não pode ser “apenas” juntar um conjunto de exercícios retirados do nosso “playbook”. Precisamos de perceber qual a melhor sequência para que se evite instalar a fadiga central antes que comecem a surgir os tais “erros” técnico tácticos. Dito de outra forma, devemos ter atenção à carga fisiológica dos exercícios técnico tácticos para decidirmos qual a melhor sequência de exercícios para aquele treino, inserido naquela semana.
Quando o nosso foco é trabalhar uma determinada leitura tática, ou um determinado movimento técnico, os exercícios que desenhamos para o efeito devem ser realizados no inicio. Ok, depois disto feito, não quer dizer que a partir daqui vale tudo. Os restantes exercicios terāo necessariamente de ter uma intensidade menor. E isso pode implicar, por exemplo, e tão comum nos treinos das modalidades coletivas, o ultimo exercicio do treino não ser o jogo. Reparem, se desenhei o treino de forma correta, a probabilidade de os atletas chegarem ao fim do treino farigados mentalmente é enorme, então não faz muito sentido colocarmos um exercicio tão complexo do ponto de vista tecnico, tatico e fisico como um jogo. Atenção, não estamos a dizer que devem acabar com jogo no final do treino, só estamos a dizer que os exercício de cariz mais tecnico e mais tactico devem obedecer a uma lógica que respeite o “principio” da Qualidade vs Quantidade.
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