Os 7 principais erros no Treino Desportivo

Ok, isto de andar de um lado para o outro tem destas coisas – a atualização do blog deixa muito a desejar. Só este mês foram formações em Albufeira, este fim de semana nos Açores, e já passamos por Coimbra, Estoril e Porto. Ufa….Garantimos duas coisas, este país é maior do que parece e mais bonito do que dizemos. Bom, no meio de isto tudo, o COMP fez anos, o seu segundo.
O segundo ano de vida COMP  foi marcado com intensa atividade formativa. Estivemos por Portugal inteiro a “evangelizar” o Treino da Força. Um dos pontos altos foi já este ano civil, onde fomos os prelectores da ação “Tendências atuais do Treino da Força em Desportos Coletivos”, em que, durante 7 horas, falamos para mais de cem aficionados da preparação física, desde treinadores, preparadores físicos, estudantes de mestrado e professores universitários. Foi um grande orgulho para nós. Para ajudar, encontramos umas instalações devidamente equipadas que tinham, tudo, tudo o que nós queríamos. Daqui deixamos um agradecimento à organização, na pessoa do Prof. Drº Luis Rama.
Uma das melhores coisas de andar de um lado para outro a dar formações e workshops são as partilhas e conversas que vão acontecendo nos intermédios. É, em parte, devido a estas conversas que nasce este artigo. Os 7 principais erros no Treino Desportivo é um resumo das principais preocupações / dúvidas /  resistências, que temos encontrado em todo o país nas pequenas conversas que vamos tendo. Penso até que o melhor título para o artigo seria os 7 principais erros de interpretação no Treino Desportivo, mas ficava longo demais 🙂 .
Aqui vamos:
  1. Dar uma importância excessiva à componentes específicas da modalidade, leia-se componentes técnicas e táticas em detrimento de outras dimensões – e começamos logo assim. É generalizado. É por todo o país. É por todas as modalidades (até aquelas que “olhando de fora” parecem ser só “físico”). Defendemos sempre nas nossas intervenções que o Treino Desportivo enquanto ciência, e a Performance Desportiva, enquanto o resultado dessa ciência, depende de vários fatores e quando se fala da máquina humana, há um mundo muito maior do que só o técnico e o tático – aceitem isto, ponto final. Mudem o chip!!!
  2. achar que a mente é que faz “correr” mais – isto não é nada fácil, logo escrito por um tipo com competências nas duas áreas (treino mental e preparação física). Mas a verdade é que precisamos das “pernas” para “correr” mais, e se elas não estiverem preparadas não há mente que resista. A preparação física coloca a máquina pronta para qualquer desafio, capaz de responder quando, em contexto de superação / competição a mente nos diz: “ Vai, tu consegues”
  3. achar que a motivação é tudo o que há para fazer no treino mental – quem já nos ouviu falar de treino mental sabe o que sentimos sobre “motivação” – primeiro é altamente confundida com emoção (aquelas palestras de intervalo onde só dizemos palavrões aos gritos…até os comemos), que não tem nada a ver com motivação. Segundo, é apenas uma pequeníssima parte do treino mental. No futuro falar-vos-emos um pouco sobre treino mental mas para já, ficam com as palavras de Homer Rice (futebol americano) “You can motivate by fear, ando you can motivate by repare. But both those methods are only temporary. The only lasting thing is self motivation”. E mais não dizemos…
  4. No pain, No gain – bullshit! – É incrível, o “fitness” vem buscar à Performance métodos de treino, material de treino, etc e faz, de tal forma, um excelente trabalho de marketing que depois a Performance compra tudo o que o “fitness” diz…está tudo maluco. Malta, é exatamente o oposto, se doí, não vais ganhar, pára já!
  5. reduzir a  responsabilidade dos resultados desportivos ao treinador / atleta – isto era tudo muito giro se o treinador / atleta tivessem as mesmas armas que outros têm. O Clube, as Associações / as Federações / e o Estado são co-responsáveis, e principais limitadores, sim, leram bem, principais limitadores da performance que o atleta pode atingir. Mas não há milagres? Há, mas são isso mesmo, milagres…
  6. achar que o treino das capacidades neuromusculares se resume ao “funcional” – lá vem o tal de “fitness” outra vez!!! Bem, nem sei o que vos dizer sobre isto que  já não tenha dito, por isso leiam este artigo aqui.
  7. achar que fazer sempre a mesma coisa vai trazer resultados diferentes – continuem no tático e no técnico…e continuem a desvalorizar a questão da preparação física…
Até breve, esperamos !!!
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